sábado, 24 de julho de 2010

distância, saudade

ah meu amor, eu quero ouvir sua voz, sentir seu cheiro, me arrepiar com seu toque, quero seu hálito quente em minha boca, quero seu olhar no meu, quero você, quero agora. mas isso não vai acontecer, vou ficar sem tudo o que desejo por dias, sentindo seu cheiro em mim, não me pergunte como, mas ele ainda está aqui. minha garganta fecha, o peito aperta. preciso de ti. não quero mais essa distância, não quero ficar sem tua presença, apesar de lhe carregar sempre comigo, não quero sentir essa saudade que rasga, perfura, dói, me faz aos pedaços. parte de mim está contigo sempre, tu sabes disso, qualquer lugar onde estiver, eu estarei contigo; so close don't matter how far couldn't be much more from the heart; a ligação existente é surreal, infinita. uma dependência, uma necessidade um do outro, é o que faz a distância machucar tanto. volte, por favor. mas de que adianta... quando voltar, eu já terei ido. terei partido, para voltar pra casa, para seus braços; and don't matter when i'm coming home to you; lhe carregarei em minha mente, em meu coração e em meu corpo, com suas marcas. não sei, estou perdida entre minhas próprias palavras, em minha mente, sem sua presença. eu te amo, mas detesto a distância que machuca.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

só sinta, imagine

são simplesmente pensamentos soltos voando por minha cabeça, ideias aleatórias flutuando em minha mente, subitas inspirações, sempre com a mesma fonte, de maneiras diferentes. gostaria de organizar minha cabeça pra por tudo em palavras, mas essa bagunça de pensamentos me deixa em ecstasi, feliz, com aquele sentimento de: eu sou única, minhas ideias e pensamentos são só meus, eu tenho um mundo particular, envolto por muitos doces de cores claras, folhas amassadas de textos e poemas, música, um abraço, e uma cama de algodão doce. sinto que estou doce demais... ah, penso nos doces, em minhas unhas, no quanto sinto, no quanto amo sentir, no quando detesto a ideia de distancia, mas me apavora aprisionar. estou com um sorriso bobo no rosto, absorta em tantas coisas, na importância que essas coisas tem para mim. eu só... gostaria de tudo, agora, aqui, por uma hora ou um pouco mais, só pra fazer meus devaneios reais. se sinto, se amo, diz respeito à mim, mas como se importas, creio que diga respeito à ti. imagine um mundo onde o tudo é o nada, e o nada é o tudo. seja meu nada em meio à tudo? devaneios, devaneios. quero sentir a neve, deitar sobre ela. sentir o calor de seus lábios e como sempre, não querer parar. estou amando tudo no momento, simplesmente

sexta-feira, 16 de julho de 2010

eu te amo 34

entregar-se, amar, ferir-se, desejar, precisar. não sei direito o que faço aqui, apesar de tê-la citado, são palavras que posso definir como amor, apesar de ser mais que isso, minha cabeça está vazia a ponto da música ecoar nela e tão cheia a ponto de não conseguir organizar meus pensamentos. foi feito um mês, só um mês, mas foi surreal pra mim. é cedo, é incerto, é frágil mas ao mesmo tempo forte, é incerto, inconsatante, profundo, verdadeiro, vicioso, incansável. peço desculpas por minhas falhas, excesso de ciúme, excesso de possessão e principalmente insegurança. não é poético, ou ao menos literário (não do modo como costumava ser meus textos), mas tinha que vir escrever em algum lugar. eu não planejava sentir isso, me aprofundar nisso, me entregar à isso. mas cá estou, sentindo, completamente absorta e completamente sua. agradeço de coração por esses 34 dias oficias, já que são mais de 34 pois não era oficial, mas o que importa são esses 34, foi o mês mais mágico pra mim, sou retribuida da mesma forma como dou, no mesmo nível, pra mim isso é inédito, e por ser a primeira vez sou receosa. mas acredito cegamente em cada palavra, cada gesto. obrigada, obrigada, obrigada, amor. agora, feche e tranque a porta, me deixe fechar as cortinas, sente-se na cama, sentarei ao seu lado. por mais que seja frio lá fora, aqui dentro é quente e aconchegante. me aproximarei timidamente, olharei em seus olhos, seus lábios ficarão mais próximos dos meus, desejosos, urgentes. a luz não será apagada, a música continuará a rolar, as mãos vão se intensificar, agora... eu te amo.

se leres, por favor, não se sinta sufocado. mas tu sabes minha necessidade em por tudo em palavras, ficarei timida quando disseres que lestes. mas não se esqueça, eu te amo

sábado, 19 de junho de 2010

chuva

luzes apagadas, as únicas fontes de luz são a da tela do computador e raios periódicos, critical acclaim, um copo d'agua, salgados e um gosto agridoce no canto da boca. inspiração vinda da chuva, a chuva que amo, mas que odeio. pensamentos soltos e pervertidos, seria certo controlar, não? Quem se importa, a chuva ainda cai lá fora, purificando os impuros e deixando os puros, impuros. não é assim comigo, a chuva me deixa com algo... o barulho, o cheiro, a incerteza certa do amanhã, com medo e necessidade. transpiração e sussurros, é nisso que transformei a chuva, transforme-a também, a transpiração são as gotas d'agua e os sussurros o atrito da agua com o solido. E a gora porque não tenta transar com isso? maldita mente pervertida... um protótipo de escritora, pervertida, com medo, desejo e heavy metal. aleatoriedades, chuva, chuva, chuva. Pare, maldita,Ou melhor... continue, mas pare no tempo certo, no tempo exato, e depois volte, volte forte, para que se façam surdas as paredes, para que se façam surda a casa e quem está nela, para que o mundo se isole, que seja particular. Chuva, molhe meu corpo, sacie minha vontade, exponha meus desejos. Mas pare no tempo certo, antes que seja tarde demais

sexta-feira, 4 de junho de 2010

bloqueio

palavras nunca foram um problema para mim,
mas agora silencio,
abismo, névoa.
elas sumiram,
sua sutilidade se esvaiu
levando junto meu refúgio.
entraram em greve com sua possuidora
costumava cuidar delas com carinho,
mas elas se foram.
me resta silêncio
o mais profundo e pior silencio para um escritor:
o bloqueio léxico e de idéias

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Im sorry
I love you
you know
everybody knows
i can't love
without do anything wrong

culpo a ti pelo__que aconteceu
mas culpo muito mais a mim, simples
tantos segredos partilhados, momentos
presenciados, alegrias e tristezas, cada coisa
sonhos vividos e deixados só como sonhos
o que uma amizade, a nossa, significa?
o que o amor significa, para você
o amor que sinto por ti
acredite, tudo que fiz
foi por amá-la,
amiga.


Se tiver que ser, me acostumarei com sua ausência, mas não é o que eu gostaria, seria meu martirio, até mesmo mais uma morte, eu devia estar acostumada com as lágrimas certo? Mas essas lágrimas de hoje e de algumas semanas, são pelo mesmo motivo que sempre cairam, mas de outra forma, para outra pessoa, a pessoa mais especial. mas sinto que ela se foi, ao menos por um tempo, mas isso me mata. como sou estúpida e ingênua, por sentir demais e expressar tudo, aliviando-me, eu já tinha visto que devia parar de expressar ao menos, sentir menos seria bom também. Estupidez, orgulho, ingenuidade, medo, ciúmes, mas muito, muito amor, entenda por favor. devia falar isso à ti, mas sou covarde, sei que sou. mas não sou falsa, só amo. sou mais doce do que pareço e mais frágil do que acham que sou. entenda, eu imploro que entenda, foi por amor

terça-feira, 20 de abril de 2010

eu não devia sentir isso, mas sinto sempre quando entra tal assunto.
não quero sentir de novo, apesar de precisar, mas por... não, não pode.
eu vou me controlar, ou não.