quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Acho que fui a fundo demais no baú do passado. Talvez seja essa coisa de estar entrando numa fase completamente nova e cheia de responsabilidades, por eu saber o que quero mas estar de mãos atadas pra alcançar meu objetivo. Tudo está mudando e eu tenho medo, medo do incerto, medo de deixar pessoas pra trás, mesmo aquelas que já ficaram lá. As vezes eu queria ter o poder de pegar todos que eu gosto e ficaram no passado e trazer eles para meu presente, encaixar eles de alguma forma, mas não daria certo. A vida não funciona assim, temos que deixar pra trás pra trazermos pessoas novas. Mas que saudade que eu sinto... Não sei dizer se é das pessoas ou de quem eram antes, pois nem contato tenho mais, mas sinto saudade daqueles momentos. Antes se pudesse crescer com uma bagagem viva e não uma mera mala.
domingo, 1 de julho de 2012
Festas são uma guerra de ego fria e sangrenta. E aprendi da pior forma que eu sempre saio perdendo nela. É lindo ter amigas bonitas, carismáticas e que conquistam fácil as pessoas, eu gosto, de verdade. Mas quando o que tu mais precisa é atenção maior de um carinha qualquer, ter esse tipo de amiga não dá certo. Tu acaba sempre sendo a última escolhida ou então ficando de lado. E é isso que destrói meu ego e minha auto-estima. Não adianta teus amigos ficarem repetindo que tu é bonita se isso não conta na hora de alguém se interessar por ti. Vou pra festas com o intuito de me divertir e dançar, só que machuca mesmo não ser escolhida ou deixada por último plano, sabe? Teus últimos fios de auto-confiança e teu ego são postos à frangalhos.
Eu queria conhecer um carinha legal que se interessasse, não precisa se apaixonar nem nada, só que se interessasse e decidisse gastar um pouco do tempo dele comigo, me dando atenção e eu dando atenção à ele, mas eu não sou tão interessante quanto eleas.
Eu queria conhecer um carinha legal que se interessasse, não precisa se apaixonar nem nada, só que se interessasse e decidisse gastar um pouco do tempo dele comigo, me dando atenção e eu dando atenção à ele, mas eu não sou tão interessante quanto eleas.
domingo, 10 de junho de 2012
Eu não quero conselhos e palavras bonitas, eu sei exatamente o que fazer e o que é. Eu só qeuro alguém que me ouça, me abrace, seque minhas lágrimas e me conforte. Eu não quero ouvir nada, eu já sei de tudo. Eu só quero falar, eu só quero um abraço. Mas parece que isso nunca é suficiente, mas é só o que eu quero.
E quando a pessoa perfeita pra se fazer isso é justo aquela que é sóbre a qual se quer falar?
E quando a pessoa perfeita pra se fazer isso é justo aquela que é sóbre a qual se quer falar?
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Incrível mesmo é como fico quando estou com você. Me encaixo tão bem que me perco do resto. O resto não importa, o resto é só o resto. Porque tu é tudo que consigo ver e sua presença me deixa inebriada. Bom seria se não precisasse ir... é aí que fico sem reação. Mas me conforta passar um tempo contigo, é um tempo único. Eu queria te ter sempre por perto.
A ideia de ficar sozinha não me é confortável, mas menos ainda é a concretização de não poder estar com quem quero. Me restam pessoas vazias, elogios supérfluos, conversas sem sal e um grito desesperado por estar com alguém. Mas essas coisas não me valem nada, não valem porque continuo me sentindo vazia e sozinha. Eu quero alguém, mas não consigo ser de qualquer um. Eu provei das mais refinadas companhias e agora companhias de boteco não me são suficientes, nunca foram, pra ser sincera. Agora eu tento as ter pra preencher um vazio que não são elas quem irão preencher. Eu sei o que quero, eu só não posso ter.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
As vezes o que nos fortalece é o que nos mata. E não é uma morte limpa, rápida e indolor; é o tipo de morte que te arranca cada veia, cada pensamento bom, que te mata devagar, que só faz a dor aumentar.
A tola esperança é o que te mantém de pé, que te faz continuar tentando, mesmo que isso machuque mais no fim. É lógico... se por um certo tempo aquilo te deu vida, tu vai lutar e vai tentar viver mais. Desistir da vida não é fácil.
Palavras e gestos frios se embrenham cada vez mais e eu me pergunto por quê? Na verdade, eu comecei com isso sabendo das consequencias, sabendo de como era, de que se estava inclinado à isso... Eu só achei que fosse durar mais.
Sou, sempre fui, ingênua e apaixonada, amante de sentimentos fortes. Só que quando eu sinto demais, acaba machucando, eu não sei parar e eu luto até o fim pra conseguir algo, pra arrancar os últimos raios de vida. Mas eu já me tornei um peso... Ou ao menos eu me sinto assim, mas eu continuo tentando... vai que passa!
Vai que passa...
A tola esperança é o que te mantém de pé, que te faz continuar tentando, mesmo que isso machuque mais no fim. É lógico... se por um certo tempo aquilo te deu vida, tu vai lutar e vai tentar viver mais. Desistir da vida não é fácil.
Palavras e gestos frios se embrenham cada vez mais e eu me pergunto por quê? Na verdade, eu comecei com isso sabendo das consequencias, sabendo de como era, de que se estava inclinado à isso... Eu só achei que fosse durar mais.
Sou, sempre fui, ingênua e apaixonada, amante de sentimentos fortes. Só que quando eu sinto demais, acaba machucando, eu não sei parar e eu luto até o fim pra conseguir algo, pra arrancar os últimos raios de vida. Mas eu já me tornei um peso... Ou ao menos eu me sinto assim, mas eu continuo tentando... vai que passa!
Vai que passa...
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Aquele café escondido em uma parte agradável do centro da cidade era seu lugar preferido quando queria fugir de tudo.
- Aqui de novo?
Ela levanta a cabeça distraída, não esperava encontrar ninguém aqui, principalmente ele.
- É, aqui de novo - ela responde com uma voz distante e tristonha.
- Vamos, pegue um cigarro, relaxe um pouco.
- Tu sabes que não preciso disso pra relaxar, uma xícara de café me é suficiente.
- Nem sei por que lhe ofereço ainda - ele acende um ciagarro mesmo sob o olhar reprovador dela - desembucha.
- O que?
- Tu sabe bem, tu veio pra cá, tá com esse olhar distante, bebendo café e ouvindo blues... eu te conheço.
- E tu tá fumando.
- Eu sei... fala.
- Tu.
- O que?
- Tô preocupada contigo.
- Para de bobagem.
- É sério - o olhar lançado à ele foi caloroso.
- Tu sabe que passa...
- Sei, mas detesto te ver assim, me deixa assim...
Ele apagou o cigarro e segurou sua mão.
domingo, 30 de outubro de 2011
Não que o tempo passasse rápido - o tempo temporal - é que o psicológico sempre passou rápido demais quando te tenho ao meu lado. Mas não sei se o problema é esse, acho que o maior problema é ele se arrastar quando estamos longe.
- Palavras não bastam mais - disse.
- Não, não são o suficiente... Por isso gosto tanto quando estou em sua frente, um olhar e tudo o que se quer dizer é dito da melhor maneira possível - ele disse com a clareza da voz que só pode ser concretizada com um olhar.
Nada mais foi dito, não por não ter o que falar, mas simplesmente por não se fazer necessário, já que ficava claro com aquele silencio.
Seria bom se não precisasse me despedir, mas não falo de um "até amanhã" ou "até semana que vêm", mas sim de um "até não sei quando". Se fosse só um "até amanhã" eu não falaria isso... Mas por mais que isso seja ruim, traz um certo encanto... Um encanto que não se explica, só se sente. Ele me encanta.
- Queria que tu ficasse - ele falou contido.
Eu só o abracei, porque não tinha o que falar, acho que se falasse alguma coisa eu iria fazer justamente o que não queria e eu não posso me dar o luxo disso.
Não que eu seja uma pessoa que não sorri, mas sorrisos de verdade, são raros de conseguir me arrancar. Ele consegue. Pra falar a verdade, ele faz isso com facilidade, as coisas mais bobas me fazem rir como uma criança com um doce. É isso que eu sou quando estou com ele - acho - uma criança com um doce.
- Dúvido que tu consiga correr de costas - falei em tom desafiador e divertido.
- É?! Vou até o fim o quadra. - ele respondeu ainda mais desafiador.
- Veremos.
- Só me avisa se não tem ninguém atrás!
Eu deixei pra avisar no último segundo do mendigo que estava ali, mas ele já sabia. Engraçado é que conseguiu ir direitinho até virar, e quando virou tropeçou no meio fio. Eu ri, ri com gosto, não pelo que aconteceu, mas pela junção do que aconteceu e do jeito dele. Ele é engraçado.
Logo depois ele pegou minha mão e atravessamos a rua correndo.
- EU VOU MORRER! - eu falei em um tom um tanto quanto desesperado, mas me sentia segura, não que eu estivesse, já que ele é a pessoa mais atrapalhada que conheço, ma ele me passa segurança.
E eu fui, ambos rindo, sabendo de alguma coisa que só nós sabiamos. O que é? Eu não sei explicar.
É a primeira vez que posso ser espontânea sem que me critiquem ou olhem torto, mas que me siga e seja espontâneo. Eu gosto disso, é natural. Não que seja normal sair gritando pênis pelas ruas, mas o normal é chato, sem graça, tedioso. E isso é tudo que ele não é. Sempre tem algo novo, mesmo que seja algo já usado, mas de alguma forma é novo.
Torradas podem ser bem mais interessantes. Assim como um pote de nutella.
- Foto digna de tumblr.
- Com certeza!
A parte mais divertida não foi registrada, mas não precisa! Ver ele mais sujo que criança pequena comendo sozinha pela primeira vez é hilário. Não que eu não estivesse no mesmo estado, até porque acho que estava pior... Só que me faz, me faz, me faz! Minhas bochechas nunca doeram tanto.
É que deitar na grama e ver a chuva cair me faz feliz, ele me faz feliz.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
É engraçado que estamos sempre nos proibindo de deixar se apaixonar, de negar que se quer sentir, de querer tanto ser duro, intocável, frio. Como se pode mentir tanto pra si mesmo?! Geralmente o que mais se almeja é sentir esse calor no peito, esse sorriso bobo e sonhos encabulados. O motivo de querer se prender à si mesmo? Medo. Medo de se machucar, de não ser recíproco, de bater a cara, de ser enganado, medo. Mas como se pode ter tanto medo de um sentimento que nos aquece e nos faz crianças de novo? Tolice do ser humano. Não é do sentimento, mas das consequências que ele causa caso um dia venha a desmoronar. Mas se desmorona é porque um dia já esteve em seu ápice, certo? Então deixe-se levar por sorrisos bobos, canções melosas, um coração mais quente, uma vida mais viva.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Reflexões
Se eu vou amar novamente? Não sei, talvez, as chances são grandes. Posso me apaixonar por vários, gostar de alguns e fingir pra poucos, quando se faz necessário, desde que isso não magoe. Não quero nada agora, não quero um relacionamento, dá muito problema e não estou apaixonada, pra ser de alguém, mas vou mentir ao dizer que não quero toda aquela coisa, abraços, carinhos que ele proporciona, é isso que me faz falta. Relacionamentos são complicados, apesar de bons - na medida certa, assim como tudo na vida. Se vou casar um dia? Não sei. Se vou ter filhos? Também não sei. Mas eu quero muito, em um futuro distante, com um carinha que seja carinhosinho ao menos, safado, goste de mim e me respeite, principalmente. Mas mesmo assim, se me vejo casada, me vejo casada mas ainda pensando ocasionalmente naquele guri que conheci quando adolescente, pelo simples fato de ele ter marcado. Pessoas marcam e vai ser estranho, mas tudo bem, pois tenho certeza que não estarei sozinha nessa. Mas por enquanto… casar pra que? Filhos pra que? Compromisso simplesmente por status pra que? Me diz! Não sou contra relacionamentos, muito pelo contrário, justo eu, romantica incuravel, um tanto quanto gelada nesses últimos tempos, sou a favor, mas sou a favor do relacionamento bom, sem exploração, verdadeiro, com brigas e desentendimentos de vez em quando, pra sair da rotina massante e confortável. Só nunca banalize o amor e confunda tudo, saiba diferenciar os tipos de ‘amor’, pode ser só uma paixonite aguda. Entenda também, que tudo tem hora, apesar do fuso horario de cada um ser diferente. Não esqueça de ter os pés no chão e a cabeça nas nuvens, quando for seguro. Um ato de irresponsabilidade, pode mudar sua vida pra sempre e fazer com que uma “maquina do tempo” exista, só que ela não transporta no tempo, ela te rouba tempo, mas não muda o ano. Aproveite, aproveite mesmo. Vá em festas, coma até ter que abrir a calça no meio de um restaurante, fique bebado, se divirta, faça as coisas com prazer, conheça alguém legal e fique com essa pessoa só por diversão - desde que não a machuque -, se apaixone, ame, seja verdadeiro. Mas jamais negue seus atos ou faça coisas pela ordem de segundos, terceiros, quartos… não importa o quão importante essa pessoa seja. Seja você, sempre, não importa quem você seja.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Tem coisas que não servem mais. Não servem porque estão velhas, não servem porque não tem mais sentido, não servem porque não te acompanharam nas suas mudanças, não servem porque você não quer mais. Mas você tem pena de guardar em uma caixa, ou jogar fora, porque são lembranças. Mas lembre-se: nem toda lembrança serve de algo. Tem muita tralha, lixo, muita coisa só trancando seu caminho. O que você quer mesmo guardar, ponha numa caixa, o que você não tem certeza, jogue fora. Inove, renove, invente, imagine, faça.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Eu nunca mais escrevi, né. Ainda bem que chegamos a um acordo, chega de brigas. Tomara que dê certo, troço pra que dê certo. Não é certo, mas aquele fim de tarde de domingo meu coração batia rapido, era bom te ter ali, por algumas horas. Li um texto do Caio Fernando de Abreu e acho que se encaixa muito bem, por que tu mantém em silencio, mas no fundo ainda tem meu perfume guardado, um eco de minha risada e voz em seus ouvidos, o que restou do calor de meu corpo, das lembranças de minhas manias, no fundo eu ainda tô aí. Sou tão tola por acreditar nisso, mas no fundo eu gosto de acreditar, por que quando se ama, por mais que se queira a verdade, a gente acaba se iludindo pra tentar disfarçar a dor. Eu sinto a sua falta, sinto tanto ela.
domingo, 29 de maio de 2011
Revolta
Ela tem uma garrafa de vodka, fotos jogadas no chão, músicas revoltadas e um coração machucado. Tudo começou com uma vadia, essa garota se enxeu de ciúmes e chorou. Ela decidiu mudar a playlist, aumentou o volume e começou a cantar junto. Pegou a garrafa de vodka e começou a beber, ela já estava levemente entorpecida. Ela ficou com raiva, raiva desse garoto, desses corações que ainda estão interligados, de um convite mal interpretado. Decidiu de novo que ia sumir, que cansou de se machucar tanto, que ia fazer do que sente por ele uma bolionha de papel e ia jogar fora, longe, pra não voltar mais. Porque o sorriso dele tem que prender a atenção dela? Porque o perfume dela tem que fazer ele se controlar? Ela já ficou com outros garotos, um deles somente chamou um pouco mais a atenção, mas nenhum conseguiu prender, nenhum, porque enqunato ela ficava com esses outros, ela lembrava do beijo dele. Ele está encantado com uma nova garota, aquela vadia. Vadia sim, porque pegou da garota o que costumava ser dela, o senitmento que ele senita e era dela, ao menos esse leve fascínio. Ela quer ser má. Ela arrancou as fotos do mural, gritou, jogou-as no chão, sentiu vontade de rasgá-las, quando estava a um passo disso, desistiu. Repôs no mural, e uma lágrima caiu. Ela detesta amar ele dessa maneira e saber que ele não a ama mais. Ela sente um aperto enorme no peito e pega mais um gole de vodka, na esperança com que faça passar. Já se passaram 3 meses. Ela não aguenta mais. Ela cansou, mas o amor faz com que ela ainda fique parada, ela não é forte o bastante, como ele foi.
domingo, 22 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Visita
Entre, sinta-se à vontade, sente-se, sirva-se de café, chá, aguá, bolo, o que quiser. Visita? Não, ele mora aqui, só que não é sempre. Gastar tardes e mais tardes sem fazer nada produtivo, porém fazendo coisas prazerosas. Mais uma xicara de café? Ah, eu pego um copo de refrigerante. Aquele morador-visita não voltou mais, deixou um copo vazio, pedaços de papel, migalhas de bolo e um jogo de xadrez em cima da mesa. Disse que ia, porém voltaria, até hoje não voltou, e sinceramente não vai voltar. Mas ele ainda mora aqui e não ouso mexer em nada, caso ele decida visitar, quero deixar tudo como ele está acostumado. É o comodismo. Queria eu fazer com que despedidas não existissem, que partidas fossem chegadas. É que aquele morador-visitante faz parte desse recinto, sem ele, não há recinto, apesar de a dona clamar por liberdade, mesmo querendo estar naquele quarto morno. Ela bebe uma xícara de café enquanto lê um livro e se perde em pensamentos sobre uma visita que gostaria de receber.
Sonhos Feitos de Papel
O problema é que eu me agarro demais aos detalhes, me agarrei quando tu disse que sentia saudades de conversar comigo, me agarrei aquela ligação perdida, me agarrei aquela troca de olhares. Eu sou besta, ponho virgulas onde são pontos, junto onde tem que usar hifen, ponho acento agudo quando tem que ser o grave. Eu me agarro nos detalhes, porque os detalhes são tudo, tudo é você. Me dói te ver andando sem olhar pra trás enquanto eu nem consegui me mover. Dói ver que nosso capiulo no seu livro já finalizou, enquanto o nosso capitulo no meu livro ainda não e acabou se tornando nostalgia e melancolia. Tu sumiu, eu tô com medo. Medo de que tu tenha finalmente me deletado da tua vida, como se eu fosse aquele mosquito encomodo, aquele cravinho chato. O problema é que quando chega ao fim, a gente duvida do inicio. Olha tudo o que tu escreveu pra mim, me parece tão verdadeiro só que as duras palavras de agora me fazem pensar que eu fui só mais uma pra sua lista que passa das cem. Eu sei, meu bem. Não é de ti que eu duvido, não, nunca duvidei. É minha mente que duvida das lembranças, que insiste em dizer que elas foram de papel, que é fácil de enganar. O meu maior defeito é ser intensa assim, você se foi, não lembra de mim e eu continuo aqui parada, lembrando, me perguntando se devo ou não mandar aquele sms, se eu passo por sua cabeça. eu sei as respostas: não. É que o peito aperta saber que aquela realidade virou sonho, e aqueles sonhos que tinhamos, nunca vão sair do papel.
Perdido no Mundo
não adianta eu reclamar, dizer que sinto falta, sentir falta de verdade, chorar, me desesperar, não adianta. Escorreu por entre meus dedos, ele se foi por que quis, foi uma decisão dele, ele não vai voltar, ele não quer voltar. Não adianta eu sentir tudo o que sinto, não adianta eu querer que ele entre, pra poder jogar conversa fora, mesmo sendo só isso que eu quero, não adianta, ele não quer. É eu quero muito te chamar pra vir aqui, só que eu sei o que vai acontecer, vai ser vazio de sua parte, creio que nem tesão vai ter, será? Mas com isso, tu vai ver de novo o que tu viu daquela vez, que não restou nada; não sei porque me agarro na ideia de que restou algo, ao menos carinho, tesão e saudade, mas no fundo no fundo, não é nem metade do que eu gostaria. entro num paradoxo, ser ou não ser um objeto? é que… o desejo fala tão alto, mas minha consciência também vai gritar depois. O que resta de mim em ti, hein? Tu me bagunçou tanto que eu não sei mais como me organizar. Sei que tu não me enxerga mais com os mesmos olhos de antes, aquela guria doce, mas também um tanto quanto guri demais, depressiva, mas que sabe brincar, sensível, mas super mangolona, e aí, como tu me enxerga agora? Eu queria tanto a resposta dessas e outras perguntas, mas tu bateu a porta, não sacudiu o tapete e escondeu a chave que ficava em baixo. O que eu faço agora que nada mais importa?
Assinar:
Postagens (Atom)